Seja bem-vindo ao site do GEDAI (Grupo de Estudos Mediações, Discursos e Sociedades Amazônicas), um território de sensibilidade, insurgência intelectual e sólidas bases científicas, sediado na Universidade Federal do Pará. Aqui, investigamos a Amazônia para além dos estereótipos, mergulhando nas tramas do poder, do saber e das mediações que constituem a nossa história do presente. Atualmente, para além da Pan-Amazônia, estamos fortalecidos por uma rede transcontinental que conecta o Brasil a Angola e Timor-Leste. Dedicamo-nos a descosntruir os dispositivos coloniais através dos estudos discursivos foucaultianos e das teorias que problematizam a colonização. Com uma trajetória consolidada pela formação de vinte e sete mestres e sete doutores e uma presença vibrante no Instagram e no YouTube, convidamos você a explorar nossas pesquisas, assistir nossas conferências e integrar o diálogo que floresce às margens dos rios e nas telas do mundo. Conheça o GEDAI: onde a ciência amazônica encontra uma voz dissionante!
Acompanhe nossas ações em nossos canais de divulgação:
Grupo de Estudo Mediações, Discursos e Sociedades Amazônicas
Criada por IA
Na contemporaneidade, a sociedade da informação criou diferentes suportes materiais para estabelecer os cada vez mais velozes processos de comunicação. Hoje, em meio a sociedades complexas, os discursos que circulam nos espaços abertos pelas novas tecnologias convivem com as novas e tradicionais formas de produzir sentidos. Este início de século exibe, em sua paisagem dinâmica, as diferentes possibilidades de mediações, como em nenhum outro momento. Em meio a este mosaico contemporâneo de informação, em que se escreve a história do presente, atualizam-se memórias, recriam-se e se repetem antigos discursos.
As sociedades amazônicas são parte integrante deste novo cenário internacional, inseridas nesta nova forma de globalização. Atualmente, a Amazônia está no centro das atenções internacionais, muito em função dos debates sobre ambiente e há uma imagem generalista das sociedades que vivem na região. Aos olhos internacionais, parece só haver populações indígenas isoladas dentro da floresta e se ignora a presença de mais de 17 milhões de habitantes, espalhados em grandes e pequenas cidades, em grandes e pequenas propriedades rurais, nas margens dos rios, em terras indígenas, em remanescente de quilombolas. Se por um lado existem grupos indígenas isolados na floresta, sem acesso à eletricidade e aos meios de comunicação de massa, por outro, há grandes metrópoles como Belém e Manaus, com um universo midiático bastante abrangente. Muito pouco, no entanto, se produziu de conhecimento acadêmico, em universidades da própria região, sobre a realidade da Amazônia em relação aos processos de mediação.
Desde 2010, as atividades deste grupo de pesquisa tomam como base as reflexões teóricas da análise do discurso, especialmente as discussões sobre mídia e identidade, fundamentadas pelas formulações de Michel Foucault sobre saber e poder. Também, em função do debate frequente entre questões locais e globais, são recorrentes abordagens que estabeleçam diálogo com as discussões dos Estudos Culturais. O objetivo deste Grupo, formado por pesquisadores e estudantes da graduação e da pós-graduação é reunir projetos de pesquisas e de extensão relacionados à história do presente e aos processos de mediação entre as sociedades amazônicas.
Desde 2022, a participação de discentes estrangeiros no GEDAI ampliou ainda mais nossas reflexões sobre os tentáculos do dipositivo colonial, espalhado pelos territórios onde o europeu estabeleceu seu empreendimento colonial. Nossos alunos de Angola e do Timor Leste vindos de países cuja língua portuguesa está na base da colonização ampliou decisivamente as nossas reflexôes sobre ancestralidade e governo da língua. Nossas pesquisas hoje também estão voltadas para a discussão de gêneros e sexualidades.
Excelência em Pesquisa: Nossos Egressos
O GEDAI orgulha-se de ser um polo formador de pensamento crítico e decolonial na Pan-Amazônia. A solidez do grupo manifesta-se na trajetória de seus egressos — pesquisadores que, após rigorosa formação em nível de doutorado, hoje ocupam espaços de relevância e multiplicam as reflexões sobre o dispositivo colonial em diversas instituições.
Até o momento, o grupo celebrou a titulação de sete doutores, cujas teses representam marcos teóricos e empíricos no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPA. Conheça as investigações que fundamentam nossa excelência:
Doutores Titulados pelo GEDAI
Daniel Loureiro Gomes (2025)
Tese: Discurso e Governamentalidade das relações afetivo-sexuais: a monogamia como tecnologia de poder do arquidispositivo colonial.
Cristiane Helena Silva de Oliveira (2025)
Tese: Entre Dispositivos Coloniais e Resistências: Narrativas Sapatão no Brasil e a Ressignificação da Matinta Pereira na Amazônia.
Márcia Vieira da Silva (2024)
Tese: Os Omágua/Kambeba: narrativas, dispositivo colonial e territorialidades na Pan-Amazônia contemporânea. (Apoio: CAPES)
Vívian de Nazareth Santos Carvalho (2024)
Tese: Presença indígena no cinema de ficção brasileiro: saber, poder e resistência. (Apoio: CAPES)
Welton Diego Carmim Lavareda (2021)
Tese: O Governo da Língua na Cabanagem: (des)encontros coloniais na Amazônia. (Apoio: CAPES)
Raimundo de Araújo Tocantins (2020)
Tese: Mulheres Indígenas na Web: cosmologias, resistências e conhecimentos em elaborações ativistas. (Apoio: CAPES)
Flávia Marinho Lisbôa (2019)
Tese: A língua como linha de força do dispositivo colonial: os Gavião entre a aldeia e a universidade. (Apoio: CAPES)
Impacto Científico: Esta produção bibliográfica não apenas analisa a Amazônia, mas o faz a partir de uma perspectiva insurgente. Nossos doutores conectam temas como a Cabanagem, o cinema, as redes digitais e as relações afetivas sob a lente da decolonialidade, comprovando que o “dispositivo colonial” é uma força viva que o GEDAI se propõe a desmantelar através da ciência produzida no Norte.
Ivânia dos Santos Neves
Aos olhos internacionais, hoje, a tragédia ambiental e o gencídio dos povos indígenas na Pan-Amazônia já ganhou visibilidade. Os efeitos das mudanças climáticas em todo o planeta evidenciam a urgência de se respeitarem as formas de vida desses povos, os principais guardiães da floresta.
A região é constituídas por uma pluralidade de sujeitas e sujeitos. Apenas na Amazônia brasileira, de acordo com o último censo do IBGE (2022), vivem mais de 28 milhões de habitantes, espalhados em grandes e pequenas cidades, em grandes e pequenas propriedades rurais, nas margens dos rios, em terras indígenas, em remanescente de quilombolas.
pesquisadores
Os pesquisadores do Gedai autuam em diversas universidades espalhas pela Amazônia.
Dra. Ivânia Neves
UFPA
Dr. Maurício Neves-Corrêa
UFPA Cametá
José Ribamar Bessa Freire
UERJ-UNIRIO
Dr. Raimundo Tocantins
FIBRA
Dra. Vívian Carvalho
Prefeitura Municipal de Belém
Dra. Márcia Kambeba
UNB
Dra.Cristiane Oliveira
Cosmopolita - SEMEC Belém
Dr.Daniel Loureiro
SEDUC
Camille Nascimento
UFPA
Allan Carvalho
UFPA
Scoth Cambolo
UFPA - UNIANGOLA
Jonilson Moraes
UFPA- SEMEC Tailândia
Raimunda Gonzaga
UFPA-Cametá -
SEDUC
Marcilene de Oliveira
UFPA Cametá - SEDUC - SEMEC Cametá
Thaianny Dias
UFPA Cametá
Geciel Ranieri
UFPA Cametá
Yorranna Oliveira
UFPA - IFPA
Joana Vieira
UFPA
Marcilena/Kudã'í Tembé
UFPA - TIARG
Danielle Sousa
UFPA
Luís de Jesus
Timor-Leste - UNITAL - Instituto Cristal
Rodrigo Wallace
UFPA-UFMG
Vitor Boaventura
Timor-Leste - UNITAL - Instituto Cristal
Benoni Araújo
UFPA
Roberta Sodré
Centro Brasileiro de Justiças Climática
Nassif Jordy
Coletivo Gó
Estamos sempre desenvolvendo projetos de pesquisa, ensino e extensão
Projetos
1
Mairi, nossa Ancestralidade indígena
Neste projeto, desenvolvemos várias ações para visibilizar a memória Tupinambá na região onde hoje se localiza a cidade de Belém. Tomamos como fontes os registros feitos por religiosos e viajantes, assim também como narrativas orais indígenas contemporâneas que dialoguem com as memórias e saberes de Mairi, como esse imenso território era denominado pelos Tupinambá., Atualmente, ele compreende partes dos estados do Maranhão, Pará, Amapá, Amazonas,
Murais "Manto Tupinambá" e "Território Mairi", pintados por AndSantos
1
Sobre caminhos de estrelas e palavras: literaturas indígenas na Pan-Amazônia
Neste projeto, vamos trabalhar comas narrativas orais cosmológicas e suas traduções produzidas por quatro sociedades indígenas que vivem no Brasil e no Peru.
2
EtniCidades Amazônicas: fraturas, invenções e interações
Retomando projetos anteriores, continuaremos a analisar a presença indígena em diferentes mídias (jornal impresso, telenovela, telejornalismo local, cinema, história em quadrinhos, livros didáticos), tomando como referência o método arqueológico de Michel Foucault (2005).
3
400 anos depois: experiências nas paisagens de Belém
Em nossas ações, estaremos atentos à programação das emissoras de TV, dos jornais impressos, às postagens nas redes sociais, à produção musical, e aos processos artísticos de intervenção urbana relacionados ao acontecimento dos 400 anos, em 2015 e 2016.
4
Astronomia Tenetehara: pluralizando verdades sobre o céu
Nosso principal compromisso, agora, é favorecer que os Tenetehara assumam a autoria destas duas produções. Para isso, realizaremos três oficinas na Terra Indígena Alto Rio Guamá, Aldeia Tekohaw e contaremos com a presença deles para a finalização dos materiais
“A gente está pensando a partir do governo da língua e também a partir do discurso, que parece óbvio e não é. Então essa definição de governo da língua vai pensar na questão da governamentalidade, não do governo de um único soberano, mas como que se constrói o sujeito, o sujeito só existe pela linguagem. Eu vou insistir na língua. Mas na língua pensada a partir de Foucault, que não é uma estrutura linguística. A língua é muito mais do que isso. A língua é quem faz o sujeito ser sujeito. E a língua tem que ser entendida como uma forma de vida, como uma forma de ser”.
Ivânia Neves
Coordenadora do Gedai
02
nossas pesquisas
We understand your requirement and provide quality works.
Artigos
Analytics release series A financing launch party interaction design android angel investor.
Teses
Analytics release series A financing launch party interaction design android angel investor.
Dissertações
Analytics release series A financing launch party interaction design android angel investor.
Vídeos
Analytics release series A financing launch party interaction design android angel investor.